Porteira para fora,
34 MIN

EP 08 Antropologia do Café por Sabine Parrish

09/11/2017
MP3

Novas varietais, desenvolvimento de equipamentos, técnicas alternativas que aumentam a produtividade e qualidade do grão nosso de cada dia. Será, porém, que alguém pensa cientificamente as relações interpessoais, sócio econômicas de tudo que envolve as relações do café?! A prática não é comum, mas se depender da antropóloga norte-americana Sabine Parrish, novos estudos científicos com foco no Homem (humanidade) e o Café sempre estarão em sua xícara.

Mais que uma tese de mestrado ou doutorado, esse é o mapa da outra face do café que ninguém presta atenção: a face daqueles que seguram a xícara, a enxada, a saca. Quer entender melhor como funcionaria a Antropologia do Café?! Passe um café e dê o play.

Para participar da pesquisa, acesse: http://sabine.coffee/

Convidada:

Sabine Parrish, antropóloga doutoranda pela Universidade de Oxford.

ABSTRACT

New varietals, machinery development, alternative techniques to increase productivity and the quality of our beloved bean. But is anyone thinking academically about interpersonal and socioeconomic relations regarding all that surrounds coffee? This kind of study is not common, but if left up to anthropologist Sabine Parrish, research related to the human side of coffee will always fill your cup.

More than a master’s or doctoral thesis, this research constitutes a map of a reality to which few people pay attention: the reality of those who hold the cups, the hoe, the coffee sacks. Do you want to learn more about coffee anthropology (in Portuguese)? Brew your coffee and hit play.


Corta caminho
  • 07:25

    Sexismo em cafeterias especiais e a questão da gorjeta nos Estados Unidos.

  • 16:55

    Pesquisa sobre mudanças contemporâneas no consumo de café em países produtores: capítulo Brasil.

  • 24:45

    Sobre os preconceitos que estrangeiros têm em relação ao café brasileiro.

  • 28:40

    Como o estilo de torra brasileiro pode afetar a percepção do estrangeiro em relação ao café brasileiro.

4 comentário

  1. Michel Anderson Tamanini disse:

    Olá Kelly.

    Acabei de assistir este episódio lindo. Gosto muito de seu trabalho e acompanho desde o episódio -2 (-2 porque incluo os proto-episódios no ultrageek, onde tive contato com seu trabalho).

    Sou profissional no ramo de automação industrial e atualmente atuo no ramo de torrefação de cafés, por intermédio da Probat Leogap. Filial brasileira da alemã Probat, comercializamos torradores de 500g à 4000kg por hora (e desenvolvidos no Brasil).

    Hoje, torro cafés das mais diversas qualidades porém, como não tenho agenda disponível para um curso mais formal em torrefação, tenho aprendido tudo na prática. (No momento estou finalizando um trabalho em Taiwan, não tem como atender à cursos).

    Gostaria de ver mais temas sobre torra e não somente sobre a qualiade e diversidade dos grãos. Sei que estes temas lhe renderiam assuntos para os próximos 10 anos porém, se a torra for mal feita, o melhor café do mundo vira carvão sem valor. Gostaria de ver suas impressões (bem como de seus mais que competentes convidados) sobre os mais diversos fatores que podem melhorar um “café ruim”, estragar um café excelente ou mesmo transformá-lo em uma “obra de arte”.

    Caso lhe seja interessante, posso lhe por em contato com a empresa para visita ou mesmo entrevistas.

    Obrigado pelo conteúdo de qualidade.

    P.S.: Aqui em Taiwan, os uniformes dos trabalhadores são confeccionados com borra de café. O principal produto deles é café solúvel e eles utilizam a borra resultante do processo como fibra para confecção das camisas. Segundo as pessoas que as usam, elas são mais confortáveis que as sintéticas ou algodão utilizadas anteriormente. Como eu nunca tinha visto isso antes, achei interessante a menção, visto que resíduos da indústria cafeeira são geralmente um problema.

    1. admin disse:

      Olá Michel, tudo bem?
      Primeiramente – RAAAAAUUULLLLLL!! tenho um carinho MUITO especial pelo podcast Ultrageek e por essa cavalaria maravilhosa.
      Simplesmente AMO comentários longos e com dicas tão pertinentes.
      É tanta coisa para falar, que prefiro ir por partes:
      1 – Então você é um mestre de torra?! Muito legal! Você disse que não tem tempo para cursos, mas acho que a maioria das pessoas estão aprendendo na prática mesmo. Conheço muito bem a Probat Leogap e eu vou adorar conhecer a empresa e ver como os torradores são produzidos. É possível?!

      2 – Sobre sua sugestão de tema… acho que estamos conectados. Um episódio só sobre torra está na programação 2018 😉

      3 – Uniformes com borra de café
      Você consegue me passar o nome da empresa? quero pesquisar mais sobre tecnologias diversas aplicadas fora do contexto do mercado de cafés.

      Abraços!!

  2. Leandro Dessi de Paula disse:

    Muito boa a entrevista, mais uma vez parabéns!
    Tomara que outros produtores tenham ouvido.
    Ajuda a quebrar o preconceito em relação as regiões que usam mais máquinas, e fica a dica para quem torra.

    1. admin disse:

      Olá Leandro, tudo bem?
      Quebrar preconceitos com informação é a missão do COFFEA.
      Fico feliz que você gostou. Quando alguém reclamar de colheita mecanizada, pode mandar esse link 😉
      Abraços!

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